Gostaria…

Gostaria de acreditar como já acreditei…

Gostaria de  ser ignorante e ingénuo…

Gostaria de não conhecer este mundo como conheço…

Gostaria de ter  ficado sempre a ver os ninhos…

Gostaria de ter permanecido com o olhar lá bem longe no horizonte…

Gostaria que a inveja ficasse diluída na bruma…

Gostaria que a maldade humana perdesse nitidez…

Gostaria que  o ser humano assumisse outra dimensão…

Gostaria que não existisse esta floresta de enganos…

Gostaria  que os cães falassem…

Gostaria que o ego medievo cessasse…

Gostaria…

Quem não gostaria…

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Ad nauseam

Ad nauseam  – até à saciedade, até ao enjoo, até à repulsa que há-de ser total.

O País assiste entre o indiferente e o cómico a esta tragicomédia em que a apelidada justiça se transformou, em que vem o próprio Procurador Geral dizer que o poder político tem que intervir sobre a autonomia do Ministério Público.

O despautério é total, da pesporrência  fazem lei ( deles ), pelo que a degradação do regime é notória, indisfarçável.

Aqui está um belo exemplo de autonomia pós abrilista, a par de outras como a do dito poder local.

Não acredito no regime,  nem na sua regeneração, entrou em coma, aviver com oxigénio artificial até ao momento em que alguém irá desligar a máquina.

Não aceito como cidadão que estejamos num estado totalitário em que umas castas divinas estão acima da lei, qual alimárias que nos sugam o próprio sangue e que nos podem julgar pela cor dos olhos ou da facies. Que na sua vaidade efémera e de mando provisório espezinham com o seu arbítrio quem cai sobre a sua alçada.

Medievos, obtusos   vivem na escuridão das trevas mais negras, são figuras sinistras a  precisar de uma limpeza radical, para que o ambiente se torne sadio e a respiração possível.

E se dúvidas restavam o folhetim Freeport é a prova cristalina deste caminhar para o abismo.

Por isso ad nauseam e para todo o sempre.

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Até Quando?

Vivemos um novo paradigma, assente no domínio absoluto dos mercados, com destaque para o mercado financeiro,para o liberalismo desenfredeado, para o endeusamento de todas as teorias que cantam hossanas à privatização de tudo o que mexe.

Sei e reconheço que houve muitos erros, muito desperdício naquilo que se designou como Estado social de Direito ou Estado providência, erguido sobre os destroços da 2.ª Guerra Mundial, mas corrigir, melhorar, tornar mais eficiente é muito diferente de aniquilar, destruir, desmantelar, como neste momento acontece a nível quase planetário.

Caminha o ser humano para ser apenas um objecto de troca, como de vulgar mercadoria se tratasse, perderam-se os valores e as tradições humanistas, a lei da selva começa a imperar, com que preço e até quando?

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LIBERDADE!

Poucas palavras na vida me dirão mais do que esta palavra inebriante LIBERDADE. Mas o que é a liberdade, termina a nossa onde começa a liberdade dos outros? A palavra liberdade é usada com objectivos distintos e poderia afirmar, sem medo de errar que há imensas interpretações sobre o que significa essa palavra mágica LIBERDADE.

Não restam dúvidas que sob a sua bandeira se praticaram ( e praticam ) crimes, atrocidades sem nome, mas esquecendo a noção de liberdade ideológica de acordo com a cartilha de cada ideólogo, as liberdades da extinta União Soviética nada têm que ver com a liberdade proclamada no Ocidente.

A liberdade, eco profundo da revolução francesa,  outorgou ao indvíduo, enquanto portador de direitos, a liberdade individual, com destaque para a liberdade de expressão – que não se pode confunfir com liberdade de manipular, de enganar, liberdade de ou para os lóbis, liberdade de certas corporações profissionais.

Liberdade é o direito de pensar e falar sem constrangimentos e sem tiques totalitários, pelo que numa semana em que da bancada do PS, 3 deputados ousaram apresentar uma proposta de lei para publicação dos rendimentos dos contribuintes na internet, numa das mais abjectas tentativas de ferir a liberdade individual e um absurdo convite à delação, à vingança mesquinha, convém sublinhar o valor da liberdade, de como no PS ainda existem membros, com responsabilidades, que parece que tardam em aprender esse valor e que em nada dignificam o Partido a que pertencem, desde sempre um bastião da liberdade e um último reduto da social – democracia, ou para os mais sensíveis, do socialismo democrático.

Mas nesta semana outro caso coloca em causa a liberdade individual – a divulgada conversa, por um informador ( a antiga Pide não faria melhor ), do Primeiro – Ministro, à mesa de um restaurante. O visado, o jornalista Mário Crespo, ruboresceu de indignação,mas não é caso para tanto. Por ser figura pública, o Primeiro - Ministro não pode ter vida privada e dar a sua opinião, mesmo sobre tão ofendido jornalista?

Pois, por aqui se vê que cada um pretende a sua liberdade, mas o que salta à vista de tudo isto é que os jornalistas arrogam-se a ter direito a uma liberdade maior, desde dizer mal ad hominem num jornal televisivo às habituais crónicas semanais num grande jornal de referência.

Quem é que sentindo-se vexado, humilhado, não tem o direito, a liberdade de reagir, mesmo numa conversa entre amigos à mesa de  um restaurante?

A liberdade de uns termina onde começa a dos outros, por isso essas almas “indignadas”, se começassem por respeitar os limites dessa liberdade, não se sentiriam tão perseguidos pelos fantasmas que os próprios criaram.

 E não tratem tão mal essa tão nobre palavra LIBERDADE!

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UM NOVO OLHAR

Sim, um novo olhar sobre estes novos tempos, feitos de grandes avanços nas tecnologias, nas áreas mais díspares, da informação instantânea  aos mísseis mais sofisticados. Por outro lado, de grandes recuos civilizacionais, em que o Mundo parece pouco ter aprendido, com as 2 guerras mundiais, a de 1914 / 1918  e a de  1939 /1945.

 

A barbárie está um pouco instalada a nível planetário, consciente ou inconscientemente, na esmagadora maioria dos países, os governos foram capturados pelos interesses privados em detrimento do interesse público, com os grandes interesses financeiros a impôr-se a tudo e a todos.

É sobre os escombros da social – democracia, do desmantelamento do Estado Providência, que é imperioso um novo olhar. O resto é pão e circo e um gigantesco embuste.

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Haiti – catástrofe

 Nesse esquecido País das Caraíbas, dos mais pobres do Mundo, situação agravada pela sua crónica instabilidade governativa, a natureza fustigou sem dó nem piedade e em 5 segundos devastou o HAITI.

As nossas consciências adormecidas sobressaltaram-se, uma vaga de fundo cresceu para ajuda imediata aos vivos  e enterrar os mortos.

Mas dói ver nas imagens que chegam um Estado falhado, em que o desespero dos que sobreviveram não se compadece com as “guerras” de quem lidera  a ajuda.

E dói muito mais ainda constatar que decorrida uma semana sobre o violento sismo a ajuda tarda, o que é verdadeiramente indigno.

Não pode haver explicações para o atraso no apoio, num tempo em que em poucas horas nos colocamos em qualquer parte do Mundo, e em que os Estados mais poderosos podem deslocar meios materiais e humanos em tempo relâmpago.

Por isso,  a maior catástrofe dos haitianos é que contam pouco ou nada na dita Comunidade Internacional, para serem socorridos, com dignidade e em tempo útil. Talvez se o desastre apocalíptico acontecesse na República Dominicana, a ajuda fosse mais veloz pelo menos para os resorts de luxo, onde tantos ocidentais gostam de relaxar, sem sequer se aperceberem da miséria que os cerca…

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O TIRO DE PARTIDA.

O Presidente da República na sua comunicação do dia 1 de Janeiro, do novo ano, deu o tiro de partida para a sua candidatura presidencial.

Falou claro ao seu eleitorado, enalteceu os valores da família contra a corrente do PS, de que aliás não partilho e intimidou os partidos a entenderem-se, pois prefere de longe o actual cenário, com PS minoritário do que convocar eleições, com a possibilidade delas sair um PS fortalelecido, perante a anemia que atingiu gravemente o seu antigo partido, O PSD.

E falou numa iminente explosão social, o que para garante da estabilidade não está nada mal, traduzindo, o que o PR quis dizer foi ou eu ou o dilúvio.

Ora, falemos verdade, o monstro criado teve a sua paternidade quando foi primeiro ministro, e, foram os fundos de Bruxelas, a jorrar como nunca, que lhe deram as duas maiorias absolutas.

Quando desceu à luta partidária, como ocorreu a propósito da eventual vigilância de que estaria a ser alvo, foi o desastre.

Terminaram as rodagens, os carros da PR estão todos muito rodados, por isso compete a quem não se revê neste PR e na sua falsidade política, preparar o terreno para que apareça um candidato forte e credível, que arrebate o centro moderado ao cidadão Cavaco Silva e há um candidato com esse perfil, de seu nome António Guterres, conciliador, moderado, com prestígio internacional e com verdadeiro perfil de estadista.

Manuel Alegre deixou colonizar-se pelo Bloco de Esquerda e as suas hipóteses de derrotar o actual PR são diminutas, até porque permitirá o aparecimento de outro candidato.

Até lá espero que a situação explosiva  de que falou o PR não se verifique e que isso sim foi apenas enquadrada no tiro de partida, tentando, desde já, condicionar o eleitorado. Espero que tenha sido um tiro no pé.

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E a nova década?

Sim, que esperar da nova década, após a primeira deste século XXI não deixar grandes saudades, a vários níveis.

UM – Destaque especial para o que aconteceu nos EUA, com a queda das torres gémeas e que serviu, esse ataque hediondo, para que o maior pateta na presidência de todos os tempos, o Bush filho, desse  largas à sua loucura e de mais uns tantos apaniguados, em que alguns serventuários menores também participaram, Asnar e Barroso incluídos, e manipulada a opinião pública desse embuste gigantesco sobre a existência de armas de destruição massiça, destruiram o Iraque e um pouco o mundo com a violência a subir em flecha. Ainda bem que nesse mesmo país, surgiu Obama, sobre quem se continua depositar grandes esperanças.

2. Esta década inicial ficará conhecida também como a década do medo, que atingiu proporções nunca vistas, desde o ataque às torres gémeas em NY à gripe A, em que quase todos íamos ficar de quarentena e na terra lusa regista, já com o pico da gripe,  cerca de 70 mortes.

3. O desastre financeiro de 2008 deu a entender que profundas alterações iam suceder, mas volvido pouco mais de um ano , foram os contribuintes que pagaram os desmandos e aqui estamos à espera do próximo desastre, qual banda do Titanic que continua, alegremente a tocar, já com o barco imerso sobre as águas.

4. Quero acreditar, que uma década sem história, dê lugar a outra em que a mediocridade e o demérito sejam substituídos por um grau de exigência superior, na vida política, económica e social, a bem da perservação da espécie humana.

4. Uma última nota sobre este pequeno rectângulo, votos de que novos protagonistas surjam, mas enquanto não são substituídos os meus votos de 2010 vão para aquele que deu provas de uma resiliência ímpar.

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Movimentar as peças…

Eles movimentam as peças num longo e paciente jogo de xadrês.

Eles são o presidente da república e o primeiro- ministro, com a dita oposição a assistir e a tentar influenciar o jogo, que nas actuais circunstâncias promete ser demorado.

Pelo que se viu nos últimos tempos a cooperação estratégica não existe e enquanto uns aconselham o PS e José Sócrates a não atacar o Presidente da República, outros influenciam este a fazer o mesmo, para que incólume passe por entre os pingos da chuva e consiga chegar ao final de 2010 em condições de garantir a sua reeleição.

Tudo a partir de agora será sacrificado em nome desse objectiv0 maior.

Quem não se revê no actual PR, no conservadorismo que representa, tem que também gerir com pinças este tempo, com muita paciência e habilidade, porque qualquer passo em falso será determinante.

Vivemos sem dúvida tempos difíceis, a precisar de lideranças fortes e democráticas, e no horizonte pouco se vislumbra – o PSD é uma sombra de si mesmo, que se arrasta penosamente, com uma liderança fora de validade e entregue a uns rapazes alegres, mas que não vão para lá disso e até foi preciso que o seu menino mal amado e tão mal tratado  o puxasse da letargia onde hibernava.

Por isso as escolhas são óbvias, apenas há que ter cuidado ao movimentar das peças…

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CRIME?, MAS QUE CRIME?

Neste país, virado do avesso, a comunicação social deu grande eco a que nas escutas telefónicas, em que foi escutado o Primeiro Ministro a falar com Armando Vara, aquele teria feito tais afirmações,  que mereceram ao procurador de Aveiro e depois ao Juiz, que o indiciassem por crime contra o Estado de Direito.

E tudo isto se soube, quando as escutas já tinham sido decretadas nulas pelo Presidente do STJ e o PGR tinha dito que não havia indícios de relevância criminal!

Mas os nossos media, no seu auge justicialista, pouco ligaram a isso, o que interessa é dizer mal, é vilipendiar, é contra-informar, é vender esta falsa informação, pois o outro também já dizia que conseguiria vender um Presidente da República como quem vende um sabonete.

Atentemos, um pouco, nesse propalado crime contra o Estado de Direito e como vão longe, sem olhar a meios para atingir os mais inconfessos fins, pois ninguém informou o que seria isso de crime contra o Estado de Direito, nem interessava, tanto quanto se sabe, Sócrates terá desabafado ao seu amigo Vara que estava farto do jornal de 6.ª da TVI ( na sua pele quem não estaria ? ), pois tanto bastou para em alto e meretíssimo critério terem considerado, que o Primeiro Ministro queria acabar com o jornal da TVI, logo com a liberdade de informação, logo com as liberdades, logo com o Estado de Direito!!!

Pasme-se, José Sócrates pode ser tudo e mas alguma coisa, mas querer subverter o Estado de Direito,  releva do mais puro anedotário e tal excrecência há-de um dia figurar no brilho de certos anais.

O crime contra o Estado de Direito não pode ser assacado de forma tão superficial e até parece leviana, para não  usar termos menos urbanos, nem tal crime, como os crimes em geral, permite interpretações extensivas, inviesadas e de aplicar ao que não é aplicável.

O crime contra o Estado de Direito, in casu, verifica-se quando o titular de cargo político tentar subverter, alterar ou destruir a ordem constitucional vigente, os direitos, liberdades e garantias previstos na Constituição da República, como decorre da lei 34/87, art.º 9.º.

Quem,  de bom senso e ponderado,  pensa que José Sócrates, enquanto Primeiro Ministro, quis atentar contra os direitos, liberdades e garantias previstas na CRP?

Apenas aqueles que fazem da política profissão e viram aqui mais uma oportunidade para apear o Primeiro – Ministro, pois apesar de todas as ajudas, não o conseguiram derrotar nas urnas. E assim vamos tendo a justiça oa serviço da política, pergunta-se : até quando?.

Esta a triste realidade, que forças ocultas se movimentam, há muitos anos na sociedade portuguesa, que fins prosseguem os investigadores, as magistraturas, para criar com a conivência dos media, um estado propício a uma operação “Mãos Limpas” à portuguesa, em que os justicialistas triunfarão por momentos e terão os seus 5 minutos de fama, mas antes que se precipitem, estudem o caso Italiano e pensem que o amparo da integração europeia não pode servir para todos os desvarios.

Para terminar, não tenho qualquer problema em dizê-lo, de forma muito aberta e frontal, que se alguém está na linha da frente,  quanto a subverter os direitos, liberdades e garantias, que a Constituição da República consagra, é muita da comunicação social, como casos bem visíveis demonstram com toda a evidência.

 E nisto, afinal o Dr. Jorge Coelho parece não ter razão, pois um dia disse “quem se mete com o PS leva”, ora tanta e tanta gente a meter-se com os mais altos dirigentes do PS, que eles sim, têm levado e de que maneira, desde o famigerado caso Casa Pia até ao Face Oculta actual.

Continuar este plano inclinado, de forma temerária e irresponsável, é, sem dúvida, subverter, alterar, destruir, os direitos, liberdades e garantias plasmados na CRP, esse sim um crime contra toda a sociedade, que não devia ficar sem castigo!

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