UM POUCO DE JUSTIÇA, PODE SER?

Nos meandros da Justiça parece difícil encontar uma linha de rumo, claramente definida e orientadora, com os operadores judiciais a reclamar os seus louros, as suas sinecuras e privilégios, a disputar os holofotes, a dar orientação política aos processos mais mediatizados.

Um pouco de justiça meus senhores.

Do célebre processo da Casa Pia, que penosamente se arrasta, sem que uma decisão inicial seja proferida, em que uma equipa de magistrados está apenas com esse processo, que já ficou caríssimo ao erário público e em que não se vislumbra mais do que uma série de vaidades, entretanto queimadas, como o celebérimo ( pelas piores razões ) Juiz Rui Teixeira.

Do célebre Apito Dourado, que se anunciava como uma verdadeira revolução e que após uma primeira sentença na 1.ª Instância, continuará de recurso em recurso ou até à morte natural dos mais velhos protagonistas.

Dos célebres casos,  BPN, que chamuscou uma certa elite dum PSD datado, a começar pelo Dr. Dias Loureiro, Freeport, que serviu às mil maravilhas a inenarrável jornalista Moura Guedes e o seu execrando jornal de 6.ª feira na TVI, com a preciosa ajuda do então director do PÚBLICO, José Manuel Fernandes, que apesar de toda a sustentada campanha, não conseguiram derrotar o perseguido 1.º Ministro, José Sócrates, se bem que devem ter redobradas esperanças agora com mais o Face Oculta…

E os processos Portucale, Furacão e tantos outros menos mediatizados ou de total anonimato, desde o simples poder paternal, em que um dos pais desespera e até se descontrola até há mais simples execução, ao mais banal despacho, isto para não falar na falta de respeito dos senhores magistrados, em geral, pelos utentes dos Tribunais.

Sim, como dizia, recentemente, o Dr. Marinho Pinto, será melhor nem sabermos como tudo isto funciona, por vezes a ignorância traz felicidade e não duvido que aqui se aplica em toda a plenitude, mas um pouco de justiça e até de respeito, pode ser?

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