O TIRO DE PARTIDA.

O Presidente da República na sua comunicação do dia 1 de Janeiro, do novo ano, deu o tiro de partida para a sua candidatura presidencial.

Falou claro ao seu eleitorado, enalteceu os valores da família contra a corrente do PS, de que aliás não partilho e intimidou os partidos a entenderem-se, pois prefere de longe o actual cenário, com PS minoritário do que convocar eleições, com a possibilidade delas sair um PS fortalelecido, perante a anemia que atingiu gravemente o seu antigo partido, O PSD.

E falou numa iminente explosão social, o que para garante da estabilidade não está nada mal, traduzindo, o que o PR quis dizer foi ou eu ou o dilúvio.

Ora, falemos verdade, o monstro criado teve a sua paternidade quando foi primeiro ministro, e, foram os fundos de Bruxelas, a jorrar como nunca, que lhe deram as duas maiorias absolutas.

Quando desceu à luta partidária, como ocorreu a propósito da eventual vigilância de que estaria a ser alvo, foi o desastre.

Terminaram as rodagens, os carros da PR estão todos muito rodados, por isso compete a quem não se revê neste PR e na sua falsidade política, preparar o terreno para que apareça um candidato forte e credível, que arrebate o centro moderado ao cidadão Cavaco Silva e há um candidato com esse perfil, de seu nome António Guterres, conciliador, moderado, com prestígio internacional e com verdadeiro perfil de estadista.

Manuel Alegre deixou colonizar-se pelo Bloco de Esquerda e as suas hipóteses de derrotar o actual PR são diminutas, até porque permitirá o aparecimento de outro candidato.

Até lá espero que a situação explosiva  de que falou o PR não se verifique e que isso sim foi apenas enquadrada no tiro de partida, tentando, desde já, condicionar o eleitorado. Espero que tenha sido um tiro no pé.

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