Nesse esquecido País das Caraíbas, dos mais pobres do Mundo, situação agravada pela sua crónica instabilidade governativa, a natureza fustigou sem dó nem piedade e em 5 segundos devastou o HAITI.
As nossas consciências adormecidas sobressaltaram-se, uma vaga de fundo cresceu para ajuda imediata aos vivos e enterrar os mortos.
Mas dói ver nas imagens que chegam um Estado falhado, em que o desespero dos que sobreviveram não se compadece com as “guerras” de quem lidera a ajuda.
E dói muito mais ainda constatar que decorrida uma semana sobre o violento sismo a ajuda tarda, o que é verdadeiramente indigno.
Não pode haver explicações para o atraso no apoio, num tempo em que em poucas horas nos colocamos em qualquer parte do Mundo, e em que os Estados mais poderosos podem deslocar meios materiais e humanos em tempo relâmpago.
Por isso, a maior catástrofe dos haitianos é que contam pouco ou nada na dita Comunidade Internacional, para serem socorridos, com dignidade e em tempo útil. Talvez se o desastre apocalíptico acontecesse na República Dominicana, a ajuda fosse mais veloz pelo menos para os resorts de luxo, onde tantos ocidentais gostam de relaxar, sem sequer se aperceberem da miséria que os cerca…